Angra terá fábrica de lanternas

Material, que é usado na maricultura, será barateado para incentivar a produção

12 de julho de 2013

A Prefeitura de Angra dos Reis está implementando mais um projeto para o incentivo à maricultura no município. Através da Secretaria de Pesca e Aquicultura, será inaugurada em breve uma fábrica montadora de lanternas, que são utilizadas no cultivo de vieiras e ostras. O objetivo é baratear o custo do produto, que atualmente é comprado em Santa Catarina.


 O prédio onde irá funcionar a montadora fica na Japuíba. A fábrica será administrada por meio de uma parceria entre a prefeitura e a Associação de Maricultores da Baía da Ilha Grande (Ambig) e irá contar com a participação da Associação Pestalozzi e do Centro de Atendimento Integrado em Saúde Mental (Cais) da prefeitura. O trabalho terá um viés econômico e também social, envolvendo a participação das pessoas assistidas por essas instituições na confecção das lanternas. A proposta é que a atividade contribua para o desenvolvimento cognitivo dos envolvidos, que também irão receber uma remuneração pela produção.


 – Estamos resgatando esse trabalho socioeconômico que já foi feito pela prefeitura na década de 90. Com essas parcerias, iremos beneficiar os maricultores e também os atendidos pelo Cais e Pestalozzi – afirma o subsecretário de Pesca e Aquicultura, Ronaldo de Souza Viana.


 O subsecretário explica que a iniciativa irá beneficiar também maricultores de Paraty e Mangaratiba e que, futuramente, com a consolidação e ampliação do projeto, Angra poderá vender as lanternas para outros municípios. Isso pode significar um nicho de mercado importante, já que a maricultura é praticada em grande parte do litoral fluminense.


 A expectativa é que a inauguração aconteça nos próximos três meses, faltando para isso a aquisição de parte do material para a confecção das lanternas.  O utensílio é feito com malhas, pratos e cordas específicas. A Secretaria de Pesca prevê inaugurar a fábrica com material suficiente para a montagem de 1.200 lanternas. O projeto teve um custo de R$ 150 mil, sendo R$ 75 mil do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e R$ 75 mil da Prefeitura de Angra. Aprovado em 2007 pelo ministério, o projeto estava emperrado devido a entraves burocráticos, que incluíam a necessidade de ajustes.


 A maricultura é uma atividade que movimenta a economia local e faz com que Angra se destaque no cenário nacional. O município possui 53 fazendas marinhas e é o maior produtor de vieiras (coquilles Saint-Jacques) do Brasil. Em 2012 foram comercializadas 20 mil dúzias de vieiras, 3 toneladas de mexilhão e 3.500 dúzias de ostras.