Novo exame amplia rastreamento do câncer de colo do útero em Angra

Determinada pelo Ministério da Saúde, análise mais moderna será implantada de forma gradual nas unidades de saúde

21 de maio de 2026

Na próxima semana, a Secretaria de Saúde de Angra dos Reis iniciará a substituição gradual do exame citopatológico, conhecido como preventivo, pelo exame de DNA-HPV. A mudança segue orientação do Ministério da Saúde e tem como objetivo qualificar o rastreamento do câncer de colo do útero, oferecendo às mulheres um método mais avançado para a identificação do risco da doença.

Neste primeiro momento, o público prioritário será formado por mulheres de 30 a 49 anos, conforme definido pela Secretaria de Estado de Saúde e pelo Ministério da Saúde.  DNA-HPV é um exame mais moderno e sensível, capaz de identificar com maior precisão a presença do vírus HPV. 

— Essa alteração representa uma evolução importante no rastreamento do câncer de colo do útero. Ela faz parte de uma orientação do Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, e o município está implantando o novo modelo de forma gradual, conforme a liberação dos kits de coleta. O objetivo é qualificar o cuidado, ampliar a prevenção e garantir que as mulheres continuem sendo acompanhadas pela rede de saúde – afirmou Viviane Fonseca, coordenadora da Área Técnica da Saúde das Mulheres. 

A implantação começará pelas unidades ESF Marinas, ESF Jacuecanga, Clínica da Família do Frade e ESF Japuíba 1 e 2. A ampliação para as demais unidades básicas de saúde ocorrerá de forma mensal e gradual, de acordo com a oferta estadual e federal dos materiais necessários para a coleta. A previsão é que todas as unidades básicas de saúde do município realizem o DNA-HPV até o fim de 2026. 

Nas unidades em que o novo exame for implantado, as coletas do preventivo deixarão de ser realizadas, já que o DNA-HPV passará a ser o método utilizado para o rastreamento.

— A substituição não representa perda de assistência para as mulheres. O DNA-HPV é considerado um exame mais moderno e sensível para a detecção do vírus HPV, principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo do útero. Será possível identificar situações de risco de forma mais precisa e organizar melhor o acompanhamento das pacientes – explicou Viviane. 

Mesmo com a mudança no exame de rastreamento, a rede municipal continuará oferecendo, no mínimo, uma consulta anual de saúde da mulher. O atendimento seguirá incluindo avaliação clínica, exame especular e avaliação das mamas, independentemente do resultado do DNA-HPV ou da periodicidade indicada para uma nova coleta.

Mulheres com menos de 25 anos e mais de 64 anos também continuarão sendo acompanhadas pela rede municipal de saúde. Nesses casos, o preventivo não será realizado como exame de rotina. Mas qualquer alteração, dor, queixa ou necessidade de acompanhamento por resultado anterior alterado será avaliada e encaminhada conforme o caso.

As pacientes que apresentarem sintomas, queixas ginecológicas ou alterações que exijam investigação diagnóstica serão direcionadas ao serviço especializado de ginecologia do município, no Centro de Especialidades Médicas. O objetivo é garantir que cada mulher receba o atendimento adequado, seja no rastreamento de rotina, seja na avaliação de possíveis alterações.