Almir Sater emociona público do Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande
Mulheres conquistam as principais premiações do evento, realizado na Vila do Abraão
A segunda noite da 23ª edição do Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande, neste sábado (4), foi marcada pelo retorno do cantor Almir Sater ao evento após 18 anos, além da apresentação das músicas finalistas da competição. Artistas de diversas partes do país se inscreveram e encontraram no festival de Angra dos Reis a oportunidade de mostrar seus trabalhos ao público.
Almir Sater, que havia se apresentado no Festival em 2008, voltou à Vila do Abraão para mais um show intimista, marcado por sucessos como Chalana e Tocando em Frente, além de solos perfeitos de viola. Entre uma canção e outra, o artista brindou o público com histórias de sua carreira, que já ultrapassa quatro décadas. Antes de subir ao palco, ele destacou a importância de eventos como o Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande.
- Eu acho fundamental eventos em praças pública, festivais. Eu sou músico hoje graças a um show que fui ver em uma praça, acabei estudando, me dedicando, e me tornei músico profissional. Daí nascem grandes artistas e é muito importante isso - frisou Almir Sater.
Antes da apresentação de Almir Sater, o público acompanhou as 14 músicas finalistas da competição — um dos artistas selecionados não compareceu ao evento. Os concorrentes disputaram os prêmios de Melhor Canção – Tema Livre, Melhor Canção – Tema Ecologia (Prêmio Marcelo Russo) e Melhor Intérprete, somando quase R$ 30 mil em premiações.
As mulheres dominaram a premiação e venceram as três categorias. Elisa Terra, de Porto Alegre (RS), conquistou o prêmio de Melhor Canção – Tema Livre com a música Há Quem Me Ame. Já Maitê Mesquita recebeu o troféu de Melhor Intérprete ao defender A Valsa do Rei, composição de Ademir Pedrosa, de Macapá (AP).
- Essa música é muito especial pra mim porque eu fiz para uma amiga, artista incrível de Porto Alegre e receber esse prêmio aqui na Ilha Grande, um lugar que eu sempre quis conhecer desde que eu descobri a existência dele, estou sem palavras - comemorou Elisa Terra, campeã no Tema Livre.
Jenifer Carvalho levou para Juiz de Fora (MG) o troféu de Melhor Canção – Tema Ecologia com Estou de Volta.
- Eu amo compor e compor sobre a Ilha Grande foi um enorme privilégio, foi um momento muito marcante da minha vida. O sentimento realmente é de gratidão, por todos que vieram nos prestigiar, prestigiar nossa arte e nossa composição, é realmente muito gratificante - agradeceu Jenifer.
Uma das novidades desta edição foi o acompanhamento de todos os finalistas pela Banda Zangareio. Nos intervalos entre as apresentações, o grupo interpretou trechos de canções vencedoras de festivais nacionais e músicas que remetem a tradicionais eventos de Angra dos Reis, como a Festa do Divino.
Mais cedo, nem mesmo a chuva diminuiu o ânimo do público, que durante a tarde curtiu o Pagode dos Amigos, na praça em frente à Igreja de São Sebastião. Também ocorreu a performance dos alunos da Oficina de DJ da Secretaria Executiva da Juventude e a Feira de Artesanato Local. Na manhã de sábado, como parte da programação ambiental do festival, também foi realizada a limpeza da Praia da Vila do Abraão.
A programação chega ao fim neste domingo (5). Às 17h haverá a transmissão do jogo entre Brasil e Noruega. Às 19h, o DJ XFat apresenta um repertório de MPB dançante. Às 20h, será a vez do DJ Trevisan e, encerrando a 23ª edição do Festival, a Bandarilha sobe ao palco para a tradicional Violada Caíçara.
O Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande é realizado pela Prefeitura de Angra dos Reis, por meio da Secretaria de Cultura e Patrimônio, com o apoio de diversas secretarias municipais.
- Mesmo com o frio e alguns momentos de chuva, o público compareceu e fez uma grande festa, mostrando o carinho e a importância desse evento. As atrações encantaram o público, e os artistas concorrentes apresentaram composições de altíssimo nível, tornando a missão dos jurados extremamente desafiadora. Sairemos deste festival com a certeza de que cumprimos nossa missão. Tem sido um evento organizado, seguro, emocionante e que ficará na memória de todos que participaram – afirmou a secretária de Cultura e Patrimônio, Marlene Ponciano