Semente do Amanhã gera frutos no Belém

Projeto visa dar novas oportunidades aos moradores do bairro

Segunda-Feira, 05/07/2021 | Superintendência de Comunicação .

Ressocialização, novas oportunidades, aprendizado e geração de renda. Estas são as palavras-chaves do projeto Semente do Amanhã, uma horta comunitária, com produtos 100% natural, desenvolvida no bairro do Belém há quatro meses. A idealizadora da ação é a moradora Jéssica de Araújo, de 32 anos.

- Depois que o governo estabeleceu a paz na nossa comunidade, eu pensei em como poderia ajudar para que essa ordem permaneça e para que as pessoas que moram aqui tenham uma nova vida, uma nova oportunidade – contou.

Foi então que, com o apoio da Prefeitura de Angra, via Secretarias de Desenvolvimento Social e Promoção da Cidadania/Juventude e de Desenvolvimento Econômico/Agricultura, Aquicultura e Pesca, e com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade/Parques e Jardins e do Saae, deu início ao Semente do Amanhã.

- Nosso objetivo é provocar nas pessoas o desejo e a oportunidade de trabalho e cuidar das crianças que ainda não tiveram chance de desenvolver alguma atividade. Hoje, depois de quatro meses de trabalho, nós temos mostarda, alface e outras hortaliças e vamos vender esses produtos para que as pessoas que são integrantes do projeto tenham verba. Além disso, vamos cultivar mudas para vender para os pequenos agricultores – explicou a idealizadora.

Jéssica Araújo e os demais integrantes do projeto já colhem os primeiros frutos das sementes lançadas na terra e a moradora, que nada entendia de plantação, hoje cursa gestão ambiental.

- A vida do nosso bairro, que antes era marcada pela movimentação do tráfico de drogas, hoje respira paz. Mas, muitas pessoas não conseguiram ainda uma nova oportunidade. Eu fui mãe aos 14 anos, de um integrante do movimento, e hoje conquistei uma nova vida e minha filha está ao meu lado nesse projeto. Meu desejo é que mais moradores tenham a oportunidade que eu tive de encontrar novos horizontes de crescimento e de fortalecimento da nossa comunidade. Não podemos transferir as responsabilidades para o poder público, ao contrário temos que buscar parcerias, como eu fiz – refletiu Jéssica.