MAR conta a história do Chafariz da Saudade

Mobília urbana construída em homenagem a D. Pedro II é registro e patrimônio histórico de uma Angra imperial

Quinta-Feira, 18/02/2021 | Superintendência de Comunicação .

A Prefeitura de Angra lança nesta quinta-feira (17) mais um vídeo do projeto Movimento Arte na Rede (MAR). É o primeiro episódio sobre o Chafariz da Saudade, localizado no Centro de Angra. A peça é uma das principais e mais tradicionais do mobiliário urbano angrense.

Também conhecida como Praça do Papão (por causa do nome de uma antiga lanchonete que ficava no local), a praça Codrato de Vilhena é o cenário que abriga o chafariz, área de passagem de muitos pedestres apressados, que nem sempre se dão conta da preciosidade construída no tempo do império e que até hoje é uma fonte de água potável.

Falar sobre o Chafariz da Saudade é voltar no tempo até o século 19, ou “os oitocentos”, como chama a historiadora, pesquisadora e professora angrense Ana Maris de Figueiredo. Naquela época era comum a construção dos chafarizes no Rio de Janeiro. Ela destaca que a mobília, feita em granito e detalhes de bronze, foi construída para celebrar uma das quatro visitas do imperador D. Pedro II a Angra.

– Em 1863 foi solicitada a construção do chafariz, que tem esse nome de “Chafariz da Saudade” justamente para lembrar a visita do imperador a Angra dos Reis – diz a historiadora, que ressalta que por conta de problemas de canalização e captação de água no local em que seria originalmente construído (onde hoje está o cruzeiro do convento São Bernardino), o chafariz só foi inaugurado em 1871, em uma cerimônia com grande pompa e festa, organizada pelo então presidente da Câmara, Dr. Diniz Frederico de Vilhena.

Em uma época em que não havia sistema de abastecimento semelhante ao de hoje, o chafariz servia para ajudar na distribuição de água para o Centro. A historiadora fala sobre personagens angrenses que se destacaram transportando a água do chafariz até as casas, como seu Lino da Carroça.

– A função primordial do chafariz era levar água para a população e também para a limpeza dos barcos. Algumas pessoas passaram a ter uma profissão em função do chafariz, como os agueiros e os zeladores – explica a pesquisadora.

MAR
O Movimento Arte na Rede (MAR) é uma forma de levar a história e a cultura do município até as pessoas através das redes sociais. Os vídeos produzidos são documentários de curta duração que abordam aspectos específicos da história cultural angrense. Além de ser um produto cultural, a iniciativa atende a uma demanda de atividades escolares, pois, antes da pandemia, os professores levavam seus alunos para os locais culturais da cidade.

Link para o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=PI4FIgBq9VY&feature=youtu.be