Simpósio sobre uso da energia nuclear

Mudanças climáticas, crescimento demográfico e urbanização acelerada são desafios para as matrizes energéticas

Quarta-Feira, 16/10/2019 | Superintendência de Comunicação .

O Núcleo de Comunicação do Plano de Emergência Nuclear (Nucpen) realizou nesta quarta-feira (16) o 2º Simpósio “Os benefícios do uso da energia nuclear para o Brasil”. Dentre os órgãos representados estavam a Defesa Civil de Angra dos Reis, Eletronuclear, Marinha e outros. O evento foi sediado no Centro de Estudos Ambientais (CEA), na Praia da Chácara. Os palestrantes abordaram assuntos como a composição da matriz econômica energética mundial e brasileira, tecnologias nucleares aplicadas ao bem-estar social e a importância da energia para a construção do desenvolvimento sustentável.

O primeiro palestrante, logo no início da manhã, foi José Augusto Ramos do Amaral, representante da Eletronuclear. Ele falou sobre os desafios no setor de energia para os próximos anos, como mudanças demográficas e sociais, mudanças climáticas, escassez e urbanização acelerada. De acordo com a projeção por ele apresentada, em 2050 o planeta terá 9 bilhões de habitantes, o que irá representar um grande desafio para a geração de energia.

O palestrante apresentou dados sobre a matriz energética nuclear do Brasil. Atualmente, 3% da energia produzida no país é nuclear, bem abaixo da média mundial, que é de 11%. Por isso, para ele ainda há muita perspectiva de crescimento para o setor. Quanto às vantagens da energia nuclear, Amaral apontou o uso do solo.

– Em uma área pequena é possível produzir uma grande quantidade de energia, se compararmos a energia nuclear com outras fontes – avaliou. Outro fator positivo apontado foi a não emissão de gases de efeito estufa, que são um problema desencadeador do processo de mudanças climáticas.

O representante da Eletronuclear também tratou de questões relacionadas à segurança: – Todos os problemas ocorridos em usinas nucleares no mundo a gente traz como aprendizado para o nosso trabalho – afirmou.

Na sequência, foram ministradas as palestras sobre “O Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro e o Sistema de Proteção Nuclear Brasileiro (Sipron)”, com Guilherme Vizaco, do Sipron; “Energia nuclear – uma solução”, com David Archemam, das Indústrias Nucleares no Brasil; e “As aplicações da energia nuclear na medicina e na indústria e os aspectos regulatórios”, com Jeferson Borges Araújo, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).