Festa do Divino: tradição preservada em Angra dos Reis

Foram 10 dias de muita cultura e religiosidade, em uma das principais festividades da cidade

Segunda-Feira, 10/06/2019 | Superintendência de Comunicação .

Como manda a tradição, Angra dos Reis organizou uma bela festa em homenagem ao Divino Espírito Santo. Com 10 dias de duração, a comemoração envolveu atividades religiosas e culturais.
De sexta-feira (7) até domingo (9), o Cais de Santa Luzia, no Centro, recebeu o Império, comandando pelo Menino Imperador, Kauã Silva, de 11 anos, acompanhado de seu séquito, onde ocorreram as danças folclóricas.
O público pode assistir às danças dos Coquinhos, Jardineiras, Velhos, Marujos e Lanceiros, ao som da banda Jardim Sarmento. No palco, se apresentando, estavam pessoas interessadas em preservar um pouco da história de Angra dos Reis.
- O que me motivou a participar da dança foi o interesse pela cultura popular da cidade e a vontade de ajudar a manter viva a tradição da festa – destacou um ator integrante da dança dos Marujos, que participou pela primeira vez.
Além das danças, houve também apresentações musicais com artistas da terra. Na sexta-feira quem agitou o público foi a Banda Kulha, com clássicos dos anos 80 e 90. Já no sábado, Zampaglione colocou todo mundo para dançar.
A parte religiosa da festividade contou com novena, procissões das bandeiras e missas na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. A festa chegou ao fim no domingo com a queima do quadro Glória.
A organização da festa foi da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, com o apoio da Prefeitura de Angra, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, via Secretaria Executiva de Cultura e Patrimônio.
- A Festa do Divino foi um sucesso e agradeço a todos, que, de alguma forma, contribuíram com o evento. É uma felicidade ver que uma manifestação cultural tão importante se mantém viva ano após ano – afirmou a secretária-executiva de Cultura e Patrimônio.


As danças folclóricas e seus significados na festa

Dança dos Coquinhos: os Coquinhos representam os filhos de escravos que dançavam homenageando o Menino Imperador. Usam máscara e capuz para não serem reconhecidos e levam, nas mãos, coquinhos que batem durante toda a dança.

Dança das Jardineiras: as Jardineiras representam as vendedoras de flores portuguesas. A dança é executada por um grupo de moças, metade vestida de jardineiras e metade vestida de jardineiros, trazendo nas mãos um arco florido.

Dança dos Lanceiros: os Lanceiros representam o corpo de guarda do Menino Imperador. A dança dos Lanceiros estava esquecida há muitos anos, quando, em 1976, foi revivida de forma incompleta e depois novamente esquecida. No ano de 1986 foi recuperada uma parte dela, que é a Valsa dos Lanceiros.

Dança dos Velhos: os Velhos representam os antigos escravos da terra que homenageiam o Menino Imperador com seus movimentos simples e alegres (semelhantes às quadrilhas juninas). Vestem-se com roupas confeccionadas em tecido barato, enfeitadas com renda e usam máscaras de papelão preto para não serem reconhecidos. Os Velhos dançam com castanholas e batendo os pés.

Dança dos Marujos: os Marujos representam os marinheiros da esquadra portuguesa que, segundo a lenda, tripulavam a barca que trazia o Menino Imperador. Vestidos com suas fardas, os Marujos dançam ao som de marchas e dobrados, evoluindo e formando diversos desenhos.