Incubadora para estímulo às novas empresas em Angra

Programa de sucesso de Santa Rita do Sapucaí, criou 157 indústrias, gera 14 mil empregos e mais de $ 1 bilhão de dólares anuais de faturamento

Terça-Feira, 12/09/2017 | Superintendência de Comunicação

Para vencer o desemprego, a equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico organiza uma plano de ação que vai de otimizar o parque industrial e de serviços já existente até um programa de criação de novos empresas de uma nova matriz econômica. Nesta semana, o secretário João Carlos Rabello levou o prefeito Fernando Jordão e o secretário de , Governo Marcus Veníssius Barbosa para conhecer o Vale da Eletrônica em Santa Rita do Sapucaí para conhecer uma das mais bem sucedidas experiências que junta educação e geração de novas empresas.
Na segunda, dia 11, o grupo angrense que incluiu três professores do CEFET de Angra e foi recebido por uma equipe da Prefeitura que apresentaram o case de sucesso.
- Fiquei impressionado com uma cidade pequena tão desenvolvida tecnicamente e hoje chamada de Vale da Eletrônica, com empresas incubadoras, empresas investindo na área eletrônica e nós podemos repetir a mesma coisa aqui em Angra no polo náutico, ou seja, estimular a formação de pequenas empresas que possam trabalhar para o estaleiro Brasfels, a Eletronuclear e para a indústria náutica como marinas, por exemplo. Queremos direcionar o projeto para a vocação de Angra e para isso buscaremos parcerias com o CEFET e o Sebrae – explicou Fernando.
A Prefeitura pretende agora iniciar estudos para identificar a demanda da região junto às principais empresas e indústria da cidade, principalmente no setor náutico, já que o município atende a aproximadamente 20 mil embarcações.
O programa é desenvolvido em Santa Rita há décadas e atualmente tem 157 empresas industriais de alta tecnologia, gerando emprego e renda. Só para se ter uma ideia da diferença desta proposta para a realidade de Angra, uma plataforma construída no Brasfels custa aproximadamente 900 de dólares e gera 3 mil empregos por três ou quatro anos (tempo de duração deste tipo de obra). Em Santa Rita de Sapucaí, o programa resulta em um faturamento muito acima deste valor anual, e geram 14 mil empregos..

O SONHO POSSÍVEL
Todo esse projeto começou em 1959 com a primeira escola técnica em eletrônica do Brasil. Sua fundadora, a ex-embaixatriz Sinhá Moreira estava no Japão quando assistiu uma palestra de Albert Eistein que garantia que o futuro seria o mundo da eletrônica. Entusiasmada, convenceu o então presidente Juscelino Kubistcheck a assinar decreto possibilitando a criação deste tipo de curso técnico. Sinhá Moreira bancou com seus recursos próprios o surgimento da escola.
Na década de 70, seria criada a Inatel, a primeira faculdade em eletrônica e logo depois outras faculdades completaram o ciclo com tecnologia de informação. Com cursos de qualidade, a mão de obra formada acabava por se mudar para centros maiores em busca de empregos. Foi quando a cidade se uniu para gerar suas próprias empresas.
Dos anos 80 para cá, 157 empresas foram criadas gerando 14 mil empregos. Fabricam desde componentes para máquinas de lavar e ar condicionado até equipamentos de emissora de rádio e TV, além de uma infinidade de aparelhos de precisão nas áreas médica e robótica. Há dois meses, uma empresa da cidade em parceria com a faculdade Inatel fez a primeira transmissão em 5G da América Latina num evento em Brasília.
O secretário João Carlos Rabello acompanha há mais de uma década a experiência da cidade mineira e acredita que o modelo por ser repetido em Angra com vantagens.
- Primeiro que já temos um parque industrial consolidado. As incubadoras de empresas podem investir em indústrias para fornecer pequenos componentes para as plataformas do BrasFels e até para as usinas nucleares. Mas há um mercado de 20 mil embarcações de lazer e pesca registradas na Capitania dos Portos de Angra que precisam de peças de reposição que vão desde uma luminária à hélices, cordas e âncoras, além de equipamentos de maior valor agregado como sonar e GPS. Seria uma nova matriz econômica, mas empresas na área do turismo e pesca podem e devem ser incentivadas. - entusiasma-se Rabello.
Para tanto, o CEFET que já tem um curso técnico de segundo grau e uma faculdade de engenharia em Mambucaba seria ampliado para a Japuíba onde instalaria mais 4 cursos de engenharia. Completam a parceria o Sebrae, Firjam e Fecomércio, além de faculdades Estácio, UFF, e Cederj.
Integraram a comitiva à Santa Rita do Sapucaí, uma equipe do CEFET, o secretário executivo de Indústria e Comércio, Aurélio Marques e o diretor de relações institucionais da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Gomes.