Pela manutenção do setor naval brasileiro

Fernando Jordão, em audiência com o presidente da República em exercício, apela em favor do Estaleiro BrasFesl e da construção naval no estado do Rio

Quinta-Feira, 07/09/2017 | Superintendência de Comunicação

O prefeito de Angra, Fernando Jordão, acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Rabello e da deputada Federal, Soraya Santos, estiveram nesta terça-feira (5), em audiência em Brasília, com o presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, para solicitar formalmente que a Petrobras volte a investir nas obras inacabadas de três plataformas do BrasFels e de um projeto que está pronto para a construção de outra. Além disso, o grupo solicitou ainda à Maia, que não libere o conteúdo local para construção naval em outros países.
Não é a primeira agenda do grupo com o Governo Federal para tratar deste assunto. Os dois temas são preocupações do prefeito de Angra, porque afeta diretamente a economia da cidade e a empregabilidade. O Consórcio de Libra (sistema de partilha com cinco empresas que exploram petróleo no campo de Libra – a 200 quilômetros do Rio de Janeiro) já sinalizou que deseja construir suas plataformas na China, alegando custo mais baixo do que no Brasil e a Agência Nacional de Petróleo também já se manifestou pela liberação do Conteúdo Local, o que tiraria do país milhares de empregos afetando drasticamente o estado do Rio de Janeiro.
Por outro lado, no estaleiro Brasfel existem três plataformas praticamente prontas (com, respectivamente, 94%, 74% e 40% do andamento da obra), abandonadas no pátio do estaleiro. A contratante, a empresa Sete Brasil, está envolvida com investigações judiciais e suspensa de suas atividades. O prefeito pediu ao presidente da República em exercício, que as utilizem de alguma forma e pague o que a Sete Brasil deve ao estaleiro como forma de garantir o emprego dos cerca de 3 mil trabalhadores que hoje estão no Brasfels. Rodrigo Maia prometeu ajudar e afirmou que vai encaminhar a solicitação ao presidente Michel Temer quando este reassumir a administração do país.