Parque das Palmeiras recebe ações contra o Aedes aegypti

07/02/2017

Prefeitura coordena um mutirão no Parque Mambucaba durante esta semana. Estado alerta para risco de surto de chikungunya no RJ

A Prefeitura de Angra segue firme no combate ao mosquito Aedes Aegypti. Embora o número de casos de dengue no município tenha caído no ano passado em relação a 2015, Angra continua em estado de alerta. O resultado do primeiro Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2017, realizado entre os dias 2 e 7 de janeiro, apresentou um índice de infestação predial (IIP) de 1,1% (de cada mil imóveis vistoriados, 11 possuem formas prematuras do vetor). De acordo com a classificação do LIRAa, o índice de infestação de até 1% é considerado satisfatório. De 1% a 3,9% já é considerado estado de alerta.

Nesta semana, equipes da Secretaria de Saúde estão percorrendo vários bairros e efetuando os trabalhos de prevenção. Na terça-feira, dia 7, o coordenador municipal de Vigilância Ambiental, Romário Gabriel Aquino, acompanhou uma equipe no Parque das Palmeiras e Balneário. Os dois bairros estão entre os que apresentaram IIP mais elevados em Angra. Os profissionais reclamam que nesses dois bairros costuma ser maior o número de moradores que não querem receber as equipes de saúde, o que pode contribuir para um aumento de casos de infestação do mosquito nessas localidades. Lutar contra o Aedes Aegypti é prevenir a população contra dengue, zika e chikungunya. Para este ano de 2017, a previsão da Secretaria de Estado de Saúde é de um surto de chikungunya.

– O risco mais elevado de chikungunya se deve a três fatores: o primeiro é a existência de infestação do mosquito; o segundo, a existência de vírus circulante; e, o terceiro, é a quantidade maior de pessoas suscetíveis, já que poucas tiveram contato com a doença, diferentemente de dengue e zika, que muita gente já pegou – explica o coordenador municipal.

As equipes fizeram visitas domiciliares que incluem orientação aos moradores, tratamento com larvicidas e eliminação de criadouros. Dentre as recomendações da Vigilância em Saúde estão manter vasos sanitários tampados, lavar as vasilhas dos animais, verificar as tampas das caixas d’água e colocar telas protetoras sobre elas, substituir a água dos vasos de plantas por terra, evitar plantas aquáticas, preencher os pratinhos de plantas com areia (em medida suficiente para não acumular água), secar os suportes para copos dos bebedouros, limpar calhas do telhado para evitar acúmulo de água, evitar armazenar pneus ou qualquer recipiente que possa reter água. Para mais informações, o Disque-Dengue é (24) 3377-7808 e está à disposição.

Além do Parque das Palmeiras e do Balneário, Parque Mambucaba, Frade, Areal e Nova Angra são os locais que mais preocupam. Na terça as equipes estiveram também em bairros do 1° e 2° distritos, Frade e Parque Mambucaba, onde está havendo um mutirão contra o Aedes Aegypti durante toda a semana, com ação integrada de diversos serviços – de coleta de lixo à conscientização nas escolas. A Secretaria de Saúde tem integrado seus trabalhos com os setores de Assistência Social, Meio Ambiente e Educação.

De acordo com os números divulgados no mês passado sobre dengue pela Secretaria de Saúde, em 2016 houve 1.393 notificações em Angra (493 confirmados, 293 descartados e 607 em investigação), uma redução em relação a 2015, quando houve 9.316 casos notificados (4.848 confirmados, 564 descartados e 3.904 inconclusivos). De acordo com a secretaria, a redução do número de casos – que chegou a quase 90% no que se trata de casos confirmados – se deve à sazonalidade da doença, que faz oscilar a curva de notificações a cada ano, e não à diminuição do mosquito.